Normas e Obrigações

Atualmente, as portas automáticas não se restringem a apenas um produto de abertura e fechamento, que se processa através de um automatismo eletrônico, mas sim são sistemas automatizados que valorizam as fachadas e solucionam projetos modernos e arrojados. Asseguram conforto e segurança aos usuários, além de economia de energia na operação do sistema de ar condicionado. Entre as muitas soluções disponíveis, as mais utilizadas e de especificação criteriosa, estão as portas automáticas deslizantes retas; deslizantes antipânico; deslizantes curvas; telescópicas; batentes ou pivotantes; giratórias; articuladas para pequenos espaços; e, ainda, nessa aplicação, as portas automáticas com ponto de giro.

Assim, as deslizantes retas são as mais comuns no mercado brasileiro, encontradas em edifícios comerciais, hotéis, edifícios públicos e escritórios, entre outras aplicações. As retas com sistema antipânico são ideais para locais com grande fluxo de pessoas. Além de deslizarem quando da aproximação dos usuários, as folhas móveis e fixas podem pivotar sob a ação de uma força manual. Essa ação garante a abertura de quase 100% da abertura do vão total, permitindo em caso de sinistro, a evacuação das pessoas daquele ambiente e normalmente são utilizadas em shopping centers, aeroportos e rotas de fugas.

As portas automáticas telescópicas permitem maior vão útil de passagem. Enquanto as deslizantes retas deixam, no máximo, 50% de vão de passagem, as telescópicas chegam a 2/3 do vão total. Isto porque são duas folhas fixas laterais e quatro móveis centrais que, ao se recolherem, se sobrepõem às fixas. Ainda dentro do grupo de portas automáticas deslizantes, se destacam as curvas, que podem ser em arco pleno (meia circunferência) ou em segmento de arco (semi-arco). Geralmente, essas portas atendem projetos que necessitam de uma ampla abertura do vão útil de passagem para um vão total também restrito. Neste caso, as portas avançam na fachada ou no interior do empreendimento, podendo ser côncavas – mais comuns -, ou convexas. As portas automáticas curvas, quando utilizadas em conjunto (duas a duas), podem ser solução de projetos que exigem antecâmara ou eclusas.

Existe uma norma, a NBR 16025, que os fabricantes precisam cumprir, pois ela estabelece os requisitos de segurança e métodos de ensaio dos componentes de portas automáticas deslizantes horizontais (retas e curvas), portas batentes e portas automáticas utilizadas em saídas de emergência para pedestres. Ela estabelece os requisitos de segurança e métodos de ensaio dos componentes de portas automáticas deslizantes horizontais (retas e curvas), portas batentes e portas automáticas utilizadas em saídas de emergência para pedestres. Ela não se aplica às portas automáticas giratórias, articuladas, portões automáticos ou cancelas. Para os propósitos dessa norma, os requisitos de produto devem ser classificados de acordo com o sistema de código de oito dígitos, descrito na Tabela 1 da norma.

Tipo de operador (primeiro dígito)

Dois tipos de operadores são identificados de acordo com sua função:

tipo 1: porta batente;

tipo 2: porta deslizante.

Temperatura ambiente (segundo dígito)

Três faixas de temperatura ambiente são identificadas:

grau 1: O°c a + 50°C;

grau 2: – 15 °c a + 50°C;

grau 3: – 15 °c a + 75°C.

Segurança do operador (terceiro dígito)

Três graus de requisitos de segurança são identificados:

grau 1: limitação de força no movimento;

grau 2: conexão para sistemas de segurança externos;

grau 3: ambos os anteriores (grau 1 e grau 2).

Frequência de operação (quarto dígito)

Três graus de durabilidade são identificados:

grau 1: baixo (até 200 ciclos/dia);

grau 2: normal (de 201 até 1 000 ciclos/dia);

grau 3: alto (acima de 1 000 ciclos/dia).

Requisitos especiais do operador (quinto dígito)

Três aplicações são identificadas:

grau O: sem requisitos especiais;

grau 1: em rotas de fuga sem sistema antipânico;

grau 2: em rotas de fuga com sistema antipânico.

Função da folha da porta (sexto dígito)

Quatro tipos de função de folha da porta são identificados:

tipo 1: batente;

tipo 2: deslizante (uma ou duas folhas);

tipo 3: deslizante telescópica (duas ou quatro folhas);

tipo 4: deslizante curva.

Itens de segurança – construção/instalação (sétimo dígito)

Cinco tipos de provisão de segurança para porta são identificados:

tipo 1: com distâncias de segurança suficientemente dimensionadas, de acordo com o especificado na NBR 15202;

tipo 2: com proteção contra armadilha para os dedos;

tipo 3: com sistema antipânico integrado;

tipo 4: com sensor de presença;

tipo 5: com dois ou mais tipos de proteção.

Capacidade do operador em relação ao peso da porta (oitavo dígito)

Três faixas são identificadas:

tipo 1: :-s; 85 kg;

tipo 2: > 85 kg e < 200 kg;

tipo 3: > 200 kg.

O equipamento deve ser instalado de acordo com os requisitos contidos na NBR 15202, em estrutura auxiliar adequada e resistente o suficiente para o seu funcionamento. Dessa forma, o sistema de portas automáticas deve ser desenvolvido de modo a ser instalado, utilizado, inspecionado e mantido sem apresentar qualquer risco de segurança ao usuário da porta. Os usuários devem ser advertidos sobre qualquer risco residual utilizando-se sinalização de advertência, que deve estar de acordo com a normalização vigente. O fabricante deve fornecer manual de instruções operacionais no idioma do país em que o operador será instalado, o qual deve conter no mínimo as seguintes informações: o sistema de portas automáticas é um equipamento que necessita de manutenção periódica para manter suas funções características e segurança; o usuário é o responsável pela verificação sistemática do funcionamento da porta e deve acionar o fabricante em caso de falha.

Conheça mais sobre as normas http://bit.ly/22ho5Bi

Fonte: QualidadeOnline – http://bit.ly/1WEvmvt